• Lac vaccinum

    Lac vac­cinum

    Leite de vaca. Diluição.

    Clin­i­ca:

    Albu­minúria. Cegueira. Dia­betes. Dor de cabeça. Leite, intol­erân­cia de. Reuma­tismo. Ester­no, dores. Lín­gua, úlceras.

    Car­ac­terís­ti­cas:

    Lac vac. foi prova­do por J. C. Board­man, de Tren­ton, Nova Jer­sey (H. W., xix. 402). Foi usa­da a 200ª potên­cia de Swan. Apre­sen­tei os sin­tomas no esque­ma. A estes podem ser acres­cen­ta­dos os efeitos do leite em pes­soas intol­er­antes a ele. As dores de cabeça, a bil­iosi­dade e a obsti­pação fre­quente­mente induzi­das pelo leite são bem con­heci­das. As dores de cabeça foram bem evi­den­ci­adas na pro­va. O leite agra­va fre­quente­mente o reuma­tismo; e Bur­nett obser­vou que as cri­anças que bebem muito leite depois de terem os dentes cresci­dos ficam muito sujeitas a con­sti­pações. A tóni­ca do Lac can. é a alternân­cia dos lados; no Lac vac. os sin­tomas apare­cem em ambos os lados simul­tane­a­mente.

    A grande sede e o fluxo exces­si­vo de uri­na sug­erem dia­betes. Swan apre­sen­ta uma breve pro­va (H. P., IX. 252) e algu­mas curas. As curas foram: (1) Dores reumáti­cas cur­tas nos joel­hos e tornoze­los ao cam­in­har; pas­sagem de flat­ulên­cia féti­da. (2) Febre à noite segui­da de suor abun­dante por todo o cor­po; a febre foi pre­ce­di­da por uma sen­sação de frio, começan­do nos ombros, depois subindo dos pés até à cabeça; dor de cabeça. (3) Úlceras bran­cas planas na lín­gua, sen­síveis, cober­tas com muco bran­co e vis­coso, esten­den­do-se para os lados das boche­chas. (4) Crostas cas­tan­has, com aspeto gor­duroso, espe­cial­mente nos can­tos da boca, como “feri­das de man­teiga”. (5) Sen­sação de cabeça cheia, como se fos­se demasi­a­do grande e pesa­da. (6) Ver­ti­gens. (7) Eruc­tações e pas­sagem de muitos flatos.

    - Os sin­tomas da pro­va de Swan (por Miss H. do 1m. de Fincke) estão incluí­dos na pato­ge­n­e­sia.

    Mente:

    Ner­vo­sis­mo ger­al, com depressão do espíri­to, sen­sação de estar prestes a ouvir más notí­cias. — Con­fusão men­tal, que se man­tém durante muito tem­po após a pro­va.

    Cabeça:

    Ver­tigem: cai para trás se fechar os olhos. — Uma sen­sação de raste­ja­men­to, ou movi­men­to ver­ti­cal ou em for­ma de para­fu­so, começou sobre o olho esquer­do, e con­tin­u­ou para cima até o vér­tice, em segui­da o mes­mo movi­men­to ou sen­sação começou duas pole­gadas atrás da orel­ha esquer­da, e da mes­ma for­ma foi para cima até o vér­tice; tam­bém uma pressão no vér­tice, com uma sen­sação de calor quan­do a mão foi apli­ca­da (1h.). — Sen­sação como uma bola de fogo em cada têm­po­ra simul­tane­a­mente (20 m.). — Todos estes sin­tomas desa­pare­ce­r­am, exce­to a dor no topo da cabeça, que se sente como se algo pesa­do estivesse aí colo­ca­do, e oca­sion­al­mente uma dor agu­da em simultâ­neo (3 1/2 h.). — Acor­dou de man­hã com uma dor dolorosa em toda a cabeça, mais inten­sa no occip­i­tal.

    Olhos:

    Dor sur­da no olho dire­ito e muito, muito ligeira sen­sação de sur­dez no olho esquer­do. — Os olhos têm uma visão tur­va, ou escure­ci­da, ou obscure­ci­da, de vez em quan­do, durante alguns momen­tos de cada vez. — Cegueira de ambos os olhos, que apare­ceu três ou qua­tro vezes seguidas, duran­do ape­nas um segun­do de cada vez, depois desa­pare­cen­do com­ple­ta­mente, deixan­do uma dor em cada têm­po­ra, no topo da cabeça, orel­ha esquer­da e abaixo da orel­ha esquer­da no pescoço (2 1/2 h.).

    Ouvi­dos:

    Sente os ouvi­dos tapa­dos; sente-se sur­da em ambos os ouvi­dos, emb­o­ra pos­sa ouvir como antes.

    Boca:

    Lín­gua suja e amare­la­da, que pare­cia seca. — Sabor aze­do. — A sali­va áci­da man­cha­va o lenço de amare­lo.

    Gar­gan­ta:

    Sen­sação de obstrução da gar­gan­ta ou da laringe.

    Apetite:

    Sede de água fria em quan­ti­dade; bebeu três copos cheios durante a noite.

    Estô­ma­go:

    Inchaço ou dilatação do estô­ma­go (3º d.). — Às 10h30, gos­to aze­do; náuse­as, mas sem se lev­an­tar ou vom­i­tar (1 h.). — Dor con­trac­ti­va e pre­mente na cavi­dade do estô­ma­go, agrava­da por pressão exter­na.

    Abdó­men:

    Dor que parte do ester­no e se estende ao lon­go do abdó­men, cer­ca de 2,5 cm abaixo do umbi­go

    Fezes:

    Prisão de ven­tre obsti­na­da.

    Órgãos urinários:

    A uri­na não aumen­tou de man­hã, mas era ver­mel­ho-escu­ra, sem sed­i­men­tos. — Encheu uma col­her grande de fer­ro com a uri­na e ferveu‑a durante vinte min­u­tos; deixou uma grande mas­sa de albu­mina, cer­ca de um quar­to do total; gravi­dade especí­fi­ca 1030. — Ontem a uri­na ficou ver­mel­ha como papel azul; hoje ela fica azul como papel ver­mel­ho (13ª d.). — Durante a tarde foi obri­ga­do a uri­nar de quinze em quinze min­u­tos, em grande quan­ti­dade de cada vez; tin­ha medo de atrav­es­sar a rua para ir a uma loja, com receio de que me apan­has­se antes de poder regres­sar; tudo isto pas­sou na mes­ma noite. — A den­si­dade da uri­na var­i­ou durante alguns dias de 1,013 a 1,028, cor clara, inodo­ra, reação áci­da. — Descar­ga fre­quente de uri­na clara, quase incol­or, sem sed­i­men­tos.

    Órgãos sex­u­ais fem­i­ni­nos:

    Leu­cor­reia bran­ca e aqu­osa; dor no sacro.

    Órgãos res­pi­ratórios:

    Sen­sação de obstrução da gar­gan­ta ou da laringe.

    Pescoço:

    Apare­ceu uma dor agu­da num pon­to do taman­ho de um xelim de cada lado do ester­no e mais ou menos a meio do peito, com uma sen­sação de sufo­cação. — Mais tarde, uma sen­sação de ardor na mes­ma região. — A mes­ma dor estende-se ao lon­go do abdó­men, cer­ca de cin­co pole­gadas mais abaixo (cer­ca de uma pole­ga­da abaixo do umbi­go); não parece envolver a bex­i­ga; não há ron­cos nem pas­sagem de flatos. — Dores agu­das na parte infe­ri­or esquer­da do tórax, ou na região do lobo infe­ri­or do pul­mão esquer­do; a dor foi momen­tânea e não voltou (5º dia). — Dor agu­da começou no peito dire­ito, cer­ca de três pole­gadas abaixo da clavícu­la; pas­sou para cima até o topo do ombro dire­ito, depois para baixo do braço e ante­braço até o pole­gar, e depois pas­sou.

    Costas:

    Dores no sacro.

    Mem­bros:

    Todas as artic­u­lações do cor­po, espe­cial­mente os joel­hos, sen­tem-se fra­cas e sem força, como se estivessem meio bêbadas.

    Mem­bros supe­ri­ores:

    Os dedos de ambas as mãos, espe­cial­mente quan­do esti­ca­dos, tremem e estreme­cem como por fraque­za extrema. — Uma frieza pega­josa e pega­josa em ambas as mãos e ambos os pés simul­tane­a­mente. — Dor agu­da debaixo da omo­pla­ta esquer­da, a cer­ca de cin­co cen­tímet­ros do topo; pas­sou depois para cima, para o topo do ombro esquer­do, depois para baixo do braço e ante­braço e mão até aos qua­tro dedos da mão esquer­da e depois pas­sou. — Pouco depois, sen­tiu-se uma dor na artic­u­lação da anca esquer­da, que pas­sou rap­i­da­mente.

    Mem­bros infe­ri­ores:

    Dor pen­e­trante ou lanci­nante em cada artic­u­lação da anca, sem gravi­dade. — Dor dolorosa ao lon­go de ambas as coxas no lado exter­no e ter­mi­nan­do em ambos os joel­hos. — Dores dolorosas em ambos os joel­hos como uma dor reumáti­ca; começaram simul­tane­a­mente em ambos os joel­hos, mas a dire­i­ta era mais grave (5º d.). — Ao subir as escadas, os joel­hos trem­i­am ou estreme­ci­am ou estavam extrema­mente fra­cos, de modo a não poderem dar um pas­so em frente. — Dores dolorosas nos ossos des­de ambas as artic­u­lações da anca até ambos os pés; simul­tane­a­mente tam­bém sen­sação de ardor em ambos os pés.

    Gen­er­al­i­dades:

    As dores no peito, no abdó­men, nas ancas, nas coxas e nos joel­hos eram sen­ti­das simul­tane­a­mente nos lados dire­ito e esquer­do. — Ela ficou tão repenti­na­mente prostra­da men­tal e cor­po­ral­mente que não con­seguiu orga­ni­zar os seus pen­sa­men­tos nem usar um lápis para escr­ev­er os seus sin­tomas. Por isso, fui obri­ga­do a teste­munhar, faz­er per­gun­tas e reg­istá-las depois de a pro­va estar quase ter­mi­na­da. Ela disse que tin­ha tan­ta con­fusão men­tal que não con­seguia ficar men­tal­mente sufi­cien­te­mente clara para sen­tir os seus pen­sa­men­tos ou expressá-los; só con­seguia dar respostas cur­tas e direc­tas às per­gun­tas; quan­to a escr­ev­er os seus sin­tomas, não tin­ha força físi­ca para o faz­er. Em 2 horas, todos os sin­tomas dimin­uíram grad­ual­mente, mas ain­da havia um tremor ger­al ou tremor de todo o cor­po, bem como dos dedos. Em 6 1/2 h. Quase alivi­a­da, exce­to grande pros­tração físi­ca; a mente está nova­mente nor­mal.

    Sono:

    Dormiu bem toda a noite e acor­dou de man­hã sem dores (8h30). — A cabeça sente-se pesa­da, abor­reci­da, dori­da, sono­len­ta, com von­tade de adorme­cer. — A mar­cha é instáv­el. — Tem de se forçar a man­ter-se acor­da­da. — Tem de se forçar a man­ter os olhos aber­tos, pois se os fechar não con­segue evi­tar cair para trás e para o chão. Em 7 horas disse que ain­da se sen­tia sono­len­ta, e que pode­ria ter adorme­ci­do num min­u­to em qual­quer altura durante todo o dia. — Inqui­etação ger­al e son­hos maus. — Son­hos em que está a ten­tar des­o­var um cadáver, etc.

    Febre.

    As mãos tornaram-se quentes e secas, um calor febril deci­di­do das mãos. — Tam­bém dor no lado esquer­do da cabeça, que se estende do pescoço até ao topo da cabeça, e uma sen­sação de arrepio. — Uma febre ligeira em todo o cor­po, com humi­dade em ambas as mãos e dores nas per­nas, das coxas aos joel­hos, em ambos os lados simul­tane­a­mente.


tradutor
error: Content is protected !!