•  Lachesis muta

     Lach­esis muta — Cobra

     

    Mente:

    Pen­sa que está sob con­tro­lo sobre-humano. Insen­si­bil­i­dade total. Memória fra­ca, comete erros de ortografia. Com­preen­são ráp­i­da; excitabil­i­dade men­tal, com per­cepções quase proféti­cas; êxtase.

    Delírio, teme ser con­de­na­da. Delírio noturno, mur­múrios, sonolên­cia, ros­to ver­mel­ho; ou fala lenta e difí­cil e queixo caí­do. Mania, com grande loquaci­dade, saltan­do fre­quente­mente de um assun­to para out­ro.

    Mania após estu­do exces­si­vo. Delir­i­um tremens, pior depois de dormir; não pode supor­tar a pressão do pano de pescoço; loquaz. Delir­i­um por exces­so de obser­vação, fadi­ga exces­si­va; per­da de flu­i­dos; estu­do exces­si­vo.

    Pen­sa que está mor­ta e que estão a ser feitos prepar­a­tivos para o seu funer­al; jul­ga-se persegui­da por inimi­gos; receia que o medica­men­to seja veneno. Loquaci­dade, com ciúme zom­beteiro; ima­gens assus­ta­do­ras. Fala, can­ta, asso­bia, faz movi­men­tos estran­hos. Orgul­hosa; ciu­men­ta, descon­fi­a­da. Irri­tadiço, dis­pos­to a ficar tac­i­turno ou a dis­cu­tir. Humor sui­ci­da, cansa­do da vida.

    Grande tris­teza e ansiedade, pior de man­hã ao acor­dar. Medo da morte, teme ir para a cama. Teme ser enve­ne­na­do.

    Sen­sações

    Ver­tigem: ao olhar para um mes­mo obje­to; ao cam­in­har ao ar livre (no clí­max); de erisipela suprim­i­da; com ros­to páli­do; enx­aque­ca. Cabeça pesa­da como chum­bo, pior sobre o occip­i­tal, com ver­tigem. Cor­ri­da de sangue para a cabeça, depois de licores espir­i­tu­osos; de men­stru­ação suprim­i­da ou irreg­u­lar.

    Expi­ração ofe­gante, não supor­ta o toque no pescoço; apoplex­ia do lado esquer­do, espe­cial­mente se após emoções men­tais ou abu­so de álcool. Dores fortes em toda a cabeça, tão ton­to que não con­seguia ficar de pé; não con­seguia ver as letras, caiu con­tra a parede.

    Cabeça inter­na:

    Dor de cabeça frontal, des­maio ao lev­an­tar.

    Dor de cabeça nos olhos e na região occip­i­tal, pela man­hã, ao lev­an­tar.

    Dores urgentes e explo­si­vas nas têm­po­ras, mel­hor quan­do deita­do.

    Dor nos ner­vos tem­po­rais, ver­tigem, face pál­i­da; têm­po­ras late­jantes.

    Dor de cabeça uni­lat­er­al; dores inten­sas, esten­den­do-se ao pescoço e ombros, com tor­ci­co­lo; lín­gua par­alíti­ca.

    Ras­gan­do o topo da cabeça de den­tro para fora. Veja cara.

    Peso e pressão no vér­tice.

    Queima do vér­tice, na menopausa.

    Baten­do dor de cabeça com calor, pior no vér­tice e lado dire­ito, ou sobre os olhos, prece­den­do frio na cabeça, com rigidez no pescoço.

    Sen­sação na parte de trás da cabeça como se estivesse sendo pres­sion­a­da.

    Dor de cabeça ao sol, visão bril­hante.

    Late­ja­men­to na cabeça ao menor movi­men­to; con­ges­tion­a­men­to.

    Cabeça exter­na:

    Inchaço arrox­ea­do; con­ver­sa deli­rante ao fechar os olhos. Erisipela.

    Tumores que per­furam o crânio.

    O cabe­lo cai, pior durante a gravidez; aves­so aos raios solares.

    Olhos:

    Hipersen­sív­el à luz.

    Ambliopia, com afecções pul­monares ou cardía­cas.

    Sente, quan­do a gar­gan­ta é pres­sion­a­da, como se os olhos tivessem sido força­dos para fora.

    O bran­co dos olhos é amare­lo.

    Ver­mel­hidão dos olhos.

    Reti­nite apopléti­ca.

    Úlceras na córnea.

    Dor inten­sa den­tro e aci­ma dos olhos.

    Ouvi­dos:

    Sen­si­bil­i­dade a sons; cor­ren­do e tro­ve­jan­do nos ouvi­dos.

    Dureza audi­ti­va, com dese­jo de cera; secu­ra nos ouvi­dos; dor­mên­cia na orel­ha e bochecha (esquer­da).

    Cera de ouvi­do muito dura, pál­i­da e insu­fi­ciente.

    Nar­iz:

    San­gra­men­to nasal, escuro; com amenor­réia; tifo, etc.; sopro de sangue, prin­ci­pal­mente pela man­hã.

    Coriza pre­ce­di­da de dor de cabeça; secreção aqu­osa com nar­i­nas ver­mel­has, her­pes nos lábios.

    Alivia parox­is­mos de espir­ros na asma do feno.

    Mucosa nasal incha­da; espir­ran­do.

    Pus e sangue do nar­iz.

    Erupção vesic­u­lar ao redor do nar­iz.

    Nar­iz ver­mel­ho exter­na­mente; nar­iz cheio de crostas; secreção de pus e sangue; mer­cúrio-sífil­is; tam­bém em bêba­dos.

    Face:

    Ondas de calor em bêba­dos.

    Expressão de dor com sopor.

    Recur­sos dis­tor­ci­dos.

    Tez lívi­da e acinzen­ta­da, com queixas abdom­i­nais ou água.

    Ros­to páli­do, com des­maios; ton­to com dor de cabeça.

    Tez amare­la­da, com ver­mel­hidão nas boche­chas ou com pequenos vasos san­guí­neos ver­mel­hos bril­han­do na pele.

    Sífil­is.

    Ros­to ver­mel­ho, como na apoplex­ia; ros­to ver­mel­ho e incha­do, com dor de cabeça, dores nos mem­bros, estô­ma­go, etc.

    Erisipela da face, com ardor e coceira, pio­ran­do após a ses­ta; com dor de cabeça marte­lante.

    Neu­ral­gia do lado esquer­do, orbital; aumen­to de calor no ros­to antes e sen­sação de fraque­za no abdô­men depois do ataque.

    Face infe­ri­or:

    O max­i­lar infe­ri­or pende para baixo. Coma.

    Lábios sec­os, racha­dos, san­gran­do.

    Lábio infe­ri­or incha­do.

    Dentes:

    Dor nos dentes cari­a­dos ao morder; depois de dormir; após abu­so de mer­cúrio.

    Dentes cari­a­dos desmoron­am.

    Bochecha incha­da, pele ten­sa, quente e cro­cante, como se fos­se rachar; peri­odon­tite.

    Gen­gi­vas azu­ladas, inchadas, san­gran­do, pio­ran­do com bebidas quentes.

    Lín­gua:

    Sabor aze­do, tudo aze­da.

    Fala difí­cil, lín­gua pesa­da, não con­segue abrir bem a boca.

    Colo­ca para fora a lín­gua trê­mu­la com mui­ta difi­cul­dade. Dif­te­ria, etc.

    Lín­gua: treme quan­do fica saliente ou fica pre­sa atrás dos dentes; incha­do, revesti­do de bran­co; papi­las aumen­tadas; seco, ver­mel­ho e racha­do na pon­ta; ver­mel­ho para cima e para baixo no cen­tro; mapea­do seco, pre­to e rígi­do.

    Bol­has, prin­ci­pal­mente na pon­ta.

    Con­ver­san­do.

    Boca:

    Cheiro ruim da boca.

    Sali­va abun­dante, tenaz.

    Dor na boca nos últi­mos está­gios da tísi­ca.

    Sen­sação no céu-da-boca como se a mem­brana mucosa estivesse descas­can­do.

    Gar­gan­ta:

    Úvu­la alon­ga­da; fauces arrox­eadas e inchadas ou ulcer­adas.

    Sen­sação de nó na gar­gan­ta; sen­sação sufo­cante; ao engolir, o caroço desce, mas vol­ta ime­di­ata­mente.

    Ao engolir líqui­dos, eles escapam pelo nar­iz; pior ao engolir sali­va, menos líqui­do e até alivi­a­do por sóli­dos.

    Muito catar­ro nas mandíbu­las, com fal­coaria dolorosa.

    A dor e a dor começam no lado esquer­do da gar­gan­ta. Amigdalite.  Dif­te­ria.

    Con­strição da gar­gan­ta; sente-se como se estivesse amar­ra­do; pior com a menor pressão exter­na; crises de sufo­ca­men­to, piores durante ou ao acor­dar.

    Amíg­dalas inchadas, pior à esquer­da, com tendên­cia para a dire­i­ta; inca­paci­dade de engolir, ameaçan­do sufo­car; ou, ao engolir, a dor atinge o ouvi­do (esquer­do); não supor­ta nada que toque no pescoço.

    Man­chas diftéri­c­as na gar­gan­ta, espal­han­do-se da esquer­da para a dire­i­ta; hál­i­to féti­do; pior depois de dormir; grande fraque­za, pul­so fra­co; suor pega­joso; dor de cabeça e fraque­za.

    Agrava­men­to por bebidas quentes; líqui­dos doem mais do que sóli­dos ao engolir. Ami­dalite. Dif­te­ria.

    Sen­si­bil­i­dade exces­si­va da gar­gan­ta à pressão exter­na. Amigdalite. Dif­te­ria.

    Úlceras na gar­gan­ta; pior em tem­po chu­voso; depois do mer­cúrio; da sífil­is; as úlceras esten­dem-se até as nar­i­nas pos­te­ri­ores; gar­gan­ta tão seca que ele acor­da engas­ga­do; pala­to mole cheio de cica­trizes, com úlceras amare­lo-esverdeadas entre elas; dores agu­das; hál­i­to féti­do.

    Gen­er­al­i­dades: dese­jos e aver­sões:

    O apetite desa­pare­ceu.

    Sede insaciáv­el, com des­gos­to pela bebi­da.

    Dese­jo de ostras; para vin­hos e licores; para o café, o que con­cor­da.

    Gen­er­al­i­dades: comi­das e bebidas:

    Depois de com­er: roer mel­hor o estô­ma­go, mas vol­ta em pou­cas horas. θ Câncer de estô­ma­go.

    Depois de com­er: ver­tigem, lan­guidez; engas­gos e sufo­ca­men­to; disp­neia; estô­ma­go incha­do; arro­tos, ondas de calor.

    Depois dos áci­dos, os sin­tomas pio­ram.

    Pior com bebidas alcoóli­cas (exce­to pic­a­da de cobra).

    Bebi­da quente:Depois de beber.

    Náusea e vómi­tos:

    Eruc­tações, que alívio.

    Tudo aze­do; azia.

    Náusea depois de beber.

    Náuse­as nas crises, fraque­za, disp­neia, pal­pi­tações, suores frios.

    Vômito:de comi­da; da bile; de muco; com sali­va abun­dante.

    Estô­ma­go:

    A boca do estô­ma­go dói ao toque.

    A dis­pep­sia pio­ra assim que ele come; caro; digestão fra­ca, espe­cial­mente depois do mer­cúrio.

    Pressão tor­tu­rante; alivi­a­do depois de com­er, mas retor­nan­do assim que o estô­ma­go está vazio.

    Abdó­men:

    Dor agu­da no fíga­do, esten­den­do-se em direção ao estô­ma­go.

    Queixas hep­áti­cas no clí­max; pós-água; dor como se algo tivesse se alo­ja­do no lado dire­ito, com ardên­cia.

    Não pos­so supor­tar qual­quer pressão sobre a hipocon­dria.

    Dor con­tra­ti­va na região do fíga­do.

    Dor ulcer­a­ti­va no fíga­do; infla­mação e absces­so.

    Dis­ten­são dolorosa, flat­ulên­cia; não supor­ta pressão.

    Queiman­do como fogo na região hipogástri­ca e lom­bar.

    Corte no lado dire­ito do abdô­men, cau­san­do des­maios.

    Inchaço na região cecal; deve deitar-se de costas com os mem­bros recol­hi­dos. Tiflite.

    Abdô­men quente, sen­sív­el, dolorosa­mente rígi­do des­de a cin­tu­ra até as coxas; pus for­ma­do. Peri­tonite.

    Fezes (evac­uações):

    Fezes finas e mal-cheirosas.

    Fezes:aguadas, amare­lo-claras, fecais; escuro, cor de choco­late, com cheiro cadavéri­co; de sangue decom­pos­to, pare­cen­do pal­ha car­boniza­da; mis­tu­ra de sangue e limo; pior à noite, após áci­dos; durante o tem­po quente.

    Esforço doloroso, com secreção de exsuda­to cru­poso.

    Diar­réia e obsti­pação em alternân­cia.

    Instân­cia cus­tosa e inefi­caz; o ânus parece fecha­do.

    Fezes ofen­si­vas, mes­mo que for­madas.

    Bater no ânus como se fos­se marte­lo.

    Instân­cia ator­men­ta­do­ra, mas não para evac­uar.

    Quer evac­uar, mas a dor aumen­ta tan­to que ele deve desi­s­tir.

    Reto pro­lap­so e tume­feito.

    Pil­has salientes ou estran­gu­ladas, ou com pon­tos para cima a cada tosse ou espir­ro; pior no clí­max ou com bêba­dos.

    Comichão no ânus; pior depois de dormir.

    Uri­na:

    Pon­tadas nos rins, pas­san­do pelos ureteres.

    Urina:quase pre­ta; fre­quente, espumoso, escuro.

    Dese­jo inefi­caz de uri­nar; queiman­do quan­do isso acon­tece.

    Sen­sação de bola rolan­do na bex­i­ga ou abdô­men, ao virar.

    Descar­ga de muco ofen­si­vo durante a micção; catar­ro da bex­i­ga.

    Órgãos sex­u­ais mas­culi­nos:

    Exci­tação sex­u­al.

    Onanis­mo, com epilep­sia.

    Bubões endure­ci­dos ou com aber­turas fis­tu­losas e agi­tadas; depois do mer­cúrio.

    Prepú­cio endure­ci­do, após can­cro.

    Órgãos sex­u­ais fem­i­ni­nos:

    Dese­jo sex­u­al. Nin­fo­ma­nia.

    Inchaço, endurec­i­men­to, neu­ral­gia, supu­ração, etc., do ovário esquer­do.

    A região ute­ri­na fica incha­da, não supor­ta con­ta­to nem mes­mo com a roupa; supor­tan­do dores.

    Dores uteri­nas e ovar­i­anas alivi­adas por um fluxo de sangue.

    Dores como uma faca enfi­a­da no abdô­men.

    O útero parece como se o sis­tema opera­cional estivesse aber­to.

    Men­stru­ação escas­sa, fra­ca, mas reg­u­lar; sangue irreg­u­lar, pre­to ou acre.

    Antes da men­stru­ação: dese­jo de ar livre; ver­tigem, san­gra­men­to nasal; dores semel­hantes às do par­to, piores na região do ovário esquer­do; sen­sação de hematoma nos quadris mel­hor quan­do o fluxo começa.

    Leu­cor­réia abun­dante, dolori­da, endure­cen­do o lin­ho, manchando‑o de esverdea­do.

    Ver­mel­hidão e inchaço das partes exter­nas (com secreção de muco).

    Ade­qua­do na menopausa: flash­es, vér­tice quente; metror­ra­gia; des­maio.

    Gravidez:

    Lóquios féti­dos; uri­na suprim­i­da; ros­to roxo; incon­sciente; abdô­men incha­do. θ Febre puer­per­al.

    Leite fino, azul; ela acor­da sem­pre triste, deses­per­a­da.

    Dores lanci­nantes na mama, dores no braço; peito azu­la­do, com lis­tras ene­gre­ci­das.

    Hema­toides fúngi­cos, san­gran­do fre­quente­mente.

    Laringe:

    Rouquidão, aspereza e secu­ra; laringe sen­sív­el ao toque.

    Afo­nia na tísi­ca; expec­to­ração dura e verde.

    Crupe imi­nente (durante a dif­te­ria), des­per­ta sufo­cante, agar­ra a gar­gan­ta; teme que ele este­ja mor­ren­do.

    Laringe exter­na­mente sen­sív­el ao menor toque que causa asfix­ia, sen­sação de nó na gar­gan­ta.

    Garu­pa, quan­do o paciente pio­ra após dormir; ou, aparente­mente, dorme durante o perío­do crupiê.

    De repente, algo corre do pescoço à laringe, paran­do de res­pi­rar, o acor­da à noite. Espas­mo glóti­co.

    Res­pi­ração:

    Asma, pio­ra por cobrir a boca ou o nar­iz, ou tocar a gar­gan­ta, ou mover os braços; ao acor­dar; depois de com­er ou con­ver­sar; é mel­hor sen­tar-se cur­va­do para a frente.

    O peito parece con­traí­do.

    De man­hã, ao sen­tar-se rap­i­da­mente, a res­pi­ração tor­na-se lenta, difí­cil, sibi­lante.

    Peito rec­hea­do; tosse cur­ta, com expec­to­ração escas­sa e difí­cil.

    Asma durante a sar­na, se a coceira ces­sar.

    Tosse:

    Engas­go, tosse per­sis­tente, por cóce­gas na gar­gan­ta, sob o ester­no ou no estô­ma­go; pio­ra ao adorme­cer ou durante o dia; da mudança de tem­per­atu­ra; depois de bebidas alcoóli­cas.

    Tem que tossir muito e muito antes de poder lev­an­tar.

    Expec­to­ração escas­sa, difí­cil, aqu­osa, sal­ga­da, deve ser engol­i­da nova­mente; ou é acom­pan­hado de esforço e vômi­to.

    Cus­pin­do grandes quan­ti­dades de muco pega­joso. Dif­te­ria.

    Tosse cau­sa­da por úlceras na gar­gan­ta.

    Tosse, com expec­to­ração vis­cosa e com sangue.

    Depois de uma tosse lon­ga e sibi­lante, de repente cospe muco pro­fu­so, espumoso e tenaz.

    Pul­mões:

    Dor opres­si­va no peito como se estivesse cheio de ven­to, mel­hor arro­to.

    Dor no peito como por dor.

    Queiman­do no peito.

    Pon­tadas no peito (esquer­do), com disp­neia.

    Pneu­mo­nia, hepa­ti­za­ção, prin­ci­pal­mente do pul­mão esquer­do; grande disp­neia ao acor­dar.

    Útil quan­do os tubér­cu­los seguem a pneu­mo­nia.

    Hidropisia no peito; des­per­ta com feitiços sufo­cantes; fíga­do incha­do; uri­na escas­sa e escu­ra; pal­pi­tação. Depois da escar­lati­na.

     Coração e pul­sação:

    Pal­pi­tação, não supor­ta pressão na gar­gan­ta ou no peito; deve sen­tar-se ou deitar-se sobre o lado dire­ito; dor­mên­cia no braço esquer­do, des­maios, ansiedade.

    Peri­cardite, hidropisia, man­chas diftéri­c­as na gar­gan­ta após escar­lati­na.

    Inqui­eto, tremen­do; ansiedade em relação ao coração; dis­cur­so pre­cip­i­ta­do; asfix­ia ao deitar; peso no peito; o coração se sente con­traí­do. θ Reuma­tismo do coração.

    Cianose neona­tal.

    Pul­so: pequeno, fra­co e acel­er­a­do; desigual; inter­mi­tente; alter­nada­mente cheio e pequeno.

    Pescoço e costas:

    Pescoço rígi­do, move a mandíbu­la com grande difi­cul­dade, ras­gan­do da nuca para os lados, até o topo da cabeça.

    Dor na região lom­bar, com prisão de ven­tre.

    Dor no cóc­cix, ao sen­tar, sen­sação de estar sen­ta­do em algo pon­ti­agu­do.

    Mem­bros supe­ri­ores:

    Ombro e braço esquer­do fra­cos e lam­bidos, pior quan­do deita­do sobre o braço.

    Dor no ombro dire­ito, pior quan­do deita­do sobre ele.

    Glân­du­las axi­lares inchadas.

    Cheiro de suor na axi­la, pare­ci­do com alho.

    Formiga­men­to na mão esquer­da.

    Tremor das mãos. Em bêba­dos.

    Inchaço reumáti­co do dedo indi­cador e do pun­ho; pior depois de dormir.

    Panarí­cio, inchaço azu­la­do; até mes­mo necrose, com aber­turas fis­tu­losas, ou erisipela; dores pun­gentes.

    Dor­mên­cia nas pon­tas dos dedos (man­hã).

    Mem­bros infe­ri­ores:

    Con­tração do mús­cu­lo psoas, após absces­so.

    Ciáti­ca, lado esquer­do; dor como se fos­se um fer­ro quente; pior depois de dormir.

    Inqui­etação nos mem­bros infe­ri­ores.

    Con­tração dos isqui­otib­i­ais, após absces­so poplí­teo.

    Ardor nos joel­hos, com inchaço.

    Dor dolorosa nos ossos da pele.

    Úlceras planas nas per­nas, com secreção fina e ofen­si­va e aréo­las azu­ladas.

    Cárie da tíbia.

    Dores dilac­er­antes, espas­módi­cas e reumáti­cas nas per­nas, assim que adormece.

    Inchaço dos pés, pior depois de cam­in­har. Durante a gravidez.

    Formiga­men­to nos dedos dos pés.

    Rha­gades dos dedos dos pés.

    Úlceras gan­grenosas nas per­nas e dedos dos pés.

    Mem­bros em ger­al:

    Erisipela nas per­nas ou braços; super­fí­cie azu­la­da, bril­hante, incha­da, gan­grena imi­nente.

    Inchaço azu­la­do das artic­u­lações, após entors­es.

    Inchaço azu­la­do escuro do teci­do celu­lar nas mãos, braços, per­nas; muito sen­sív­el; gan­grena imi­nente.

    Queimação notur­na nas pal­mas das mãos e plan­tas dos pés.

    Mem­bros rígi­dos ou cur­va­dos após a mer­cu­ri­al­iza­ção.

    Posição:

    Movi­men­to: erisipela agrava­da por cam­in­har demais; alivia os sofri­men­tos per­iódi­cos.

    Andar ao ar livre. Depois de cam­in­har. Moven­do os braços. Viran­do. Ao subir. Deve sen­tar-se. Sen­ta­do. Sen­ta­do incli­na­do para a frente. Deita­do. Deve deitar de costas. Deita­do do lado dire­ito.

     Ner­vos:

    Raste­ja no chão, cospe com fre­quên­cia, se esconde, ri ou fica com rai­va; espas­mos.

    A epilep­sia surge durante o sono, por ciúme, onanis­mo, per­da de líqui­dos.

    Espas­mos nas per­nas.

    Mar­cha desajeita­da; lado esquer­do fra­co; gres­sus gal­ináceo.

    Par­al­isia do lado esquer­do; após apoplex­ia ou exaustão cere­bral.

    Tremen­do todo; exaus­to, des­ma­ia­do.

    Des­maio, com dor no coração, náusea, ros­to páli­do, ver­tigem.

    Sono:

    Sono dia e noite; dorme bem, a menos que a tosse o inco­mode.

    As cri­anças se revi­ram, de man­hã, durante o sono.

    Sono agi­ta­do, com muitos son­hos e des­pertares fre­quentes.

    Insô­nia per­sis­tente; sem dormir à noite, com tagare­lice.

    Acor­da à noite e não con­segue dormir nova­mente.

    A mente pio­ra depois de dormir.

     Tem­po:

    Man­hã. Tarde. Noite. Noite. Dia. Dia e noite.

    Tem­per­atu­ra e tem­po:

    Pior com os raios solares. Pior durante a pri­mav­era e o verão; ou dev­i­do a tem­per­at­uras extremas, debil­i­dade. Mudança de tem­per­atu­ra. Tem­po húmi­do. Dese­jo de estar ao ar livre. Pior ao ar livre. Calor. Quar­to quente. Bebidas quentes.

    Calafrio, febre e suores:

    Calafrio: sobe pelas costas até à cabeça, muitas vezes em dias alter­na­dos; diminui no quar­to quente; com ranger dos dentes, dese­ja calor exte­ri­or. Quer ser abraça­do ou pres­sion­a­do durante o frio. Depois de pan­tur­ril­has geladas, arrepio de frio com suor quente; em segui­da, dedil­har nos mem­bros, mis­tu­ra­do com ondas de calor. Espas­mos durante cada parox­is­mo, em cri­anças que ama­men­tam. Calafrio durante a noite, calor durante o dia. Calor, espe­cial­mente nas mãos e nos pés, à noite. Ardor nas pal­mas das mãos e plan­tas dos pés, à tarde e à noite. Calor noturno, como de orgas­mo de sangue, gar­gan­ta sen­sív­el. Sen­sação inter­na de calor, com pés frios. Suor pro­fu­so, com a maio­r­ia das queixas; suor à vol­ta do pescoço após a primeira ses­ta; phthi­sis. Suor frio, com man­chas amare­las; ou san­gren­to, com man­chas ver­mel­has. Febre inter­mi­tente recor­rente a cada pri­mav­era, ou após a supressão no out­ono ante­ri­or pelo quini­no; pior à tarde, às 2 da tarde; ros­to ver­mel­ho, dor de cabeça, pés frios; falar durante a fase quente; queimação exces­si­va e dor dilac­er­ante durante a recaí­da em inter­mi­tente bil­iosa após o quinino.Ataques per­iódi­cos: de catorze em catorze dias, todas as Pri­mav­eras.

    Lados:

    Para a dire­i­ta. Da esquer­da para a dire­i­ta: sin­tomas da gar­gan­ta e dos ovários; tam­bém, de baixo para cima. Den­tro para fora.

    Sen­sações:

    As dores nevrál­gi­cas mudam de local, com pal­pi­tação.

    Dores dilac­er­antes; formigueiros; pul­santes.

    Teci­dos:

    Sangue escuro, não coag­uláv­el; peque­nas feri­das san­gram muito.

    Partes afec­tadas azu­ladas.

    Gan­grena.

    Úlceras sen­síveis ao toque; icorosas, descar­ga ofen­si­va; muitas espin­has peque­nas ao redor delas; aréo­las rox­as; mel­hor com calor.

    Drop­sia de doenças do fíga­do e do baço; após escar­lati­na; uri­na pre­ta, per­nas œde­matosas, primeiro à esquer­da, depois à dire­i­ta.

    Celulite, com ardor e cor azu­la­da da pele.

    Con­tac­to, feri­das:

    Tato. Pressão.

    A maior sen­si­bil­i­dade, mes­mo ao toque da bor­da da roupa de cama na gar­gan­ta, cober­ta de cama comum no abdó­men.

    Pele:

    Comichão em todo o cor­po, ardor; bol­has amare­las ou arrox­eadas; sar­na. Erupção mil­iar; a erupção aparece lenta­mente ou tor­na-se lívi­da ou negra; comatosa. Bol­has escuras dev­i­do ao soro san­guino­len­to no inte­ri­or. Car­bún­cu­los, com arredores púr­pu­ra e muitos pequenos furún­cu­los à sua vol­ta; tem de se lev­an­tar à noite e tomar ban­ho para aliviar o ardor; tam­bém quan­do a supu­ração é tar­dia e há fraque­za sistémi­ca. Pús­tu­la maligna. As cica­trizes ficam aver­mel­hadas, doem, abrem-se e san­gram. Escaras, com bor­dos negros.


tradutor
error: Content is protected !!