• Schistocerca gregaria

    Schis­to­cer­ca gre­garia (Gafan­ho­to)

     

    A mente dess­es indi­ví­du­os é um labir­in­to com­plexo de con­tradições e impul­sos con­tra­ditórios. Por um lado, encon­tram alívio no tra­bal­ho, uma ativi­dade que os recar­rega e relaxa, enquan­to, por out­ro lado, des­cansar em casa os deixa exaus­tos. Quan­do não encon­tram uma saí­da para sua ener­gia, ten­dem a bus­car um local para lib­er­ar sua explosão inte­ri­or.

    Essa ener­gia acu­mu­la­da muitas vezes se man­i­fes­ta na for­ma de ten­são sex­u­al e frus­tração, desafian­do os cos­tumes con­ven­cionais e o sen­so comum. O impul­so de bus­car ime­di­ata­mente sat­is­fação sex­u­al, seja através do sexo ou da mas­tur­bação, é uma ten­ta­ti­va de dis­si­par essa ten­são (Bufo rana), caso con­trário, a irri­tação se acu­mu­la e pode explodir em rai­va explo­si­va.

    A dinâmi­ca entre solidão e vida em grupo é cru­cial para eles. No grupo, sen­tem-se sufo­ca­dos e restri­tos, irri­ta­dos com as pes­soas ao seu redor, dese­jan­do fer­vorosa­mente estar soz­in­hos. Porém, a solidão é per­me­a­da por um pro­fun­do sen­ti­men­to de inse­gu­rança e medo. Sen­tem-se mais seguros no domínio do grupo do que em seu próprio domínio indi­vid­ual.

    O medo é uma con­stante em suas vidas, man­i­fe­s­tando-se de for­ma pro­fun­da e irra­cional. Temem o escuro, fan­tas­mas, assaltantes e predadores sex­u­ais. A para­noia e a sus­pei­ta são fre­quentes, espe­cial­mente a sen­sação de que estão sendo alvo de fofo­cas (mania da perseguição). O grupo ofer­ece algum con­t­role sobre ess­es medos, mas ao preço da liber­dade indi­vid­ual.

    Em relação ao espaço e ao tem­po, sen­tem-se per­di­dos e des­ori­en­ta­dos, com uma per­cepção dis­tor­ci­da da pas­sagem do tem­po. O dis­cur­so e a caligrafia são afe­ta­dos, exigin­do esforço adi­cional para se expres­sarem clara­mente. Con­fli­tos entre sua iden­ti­dade indi­vid­ual e a dinâmi­ca de grupo fre­quente­mente resul­tam em con­fusão.

    Além das questões men­tais, há uma série de man­i­fes­tações físi­cas asso­ci­adas a ess­es padrões de com­por­ta­men­to. A sali­vação exces­si­va, cáries e abces­sos den­tários são comuns. Os son­hos rev­e­lam ansiedades pro­fun­das, com alter­ações na aparên­cia e sen­sação de serem con­sid­er­a­dos ina­ceitáveis. A ener­gia sex­u­al tam­bém se man­i­fes­ta fisi­ca­mente, com irri­tação dos órgãos gen­i­tais acom­pan­ha­da de exci­tação e ten­são.

    O cor­po reflete a acu­mu­lação de ener­gia, com sin­tomas como aumen­to da pressão inter­na, flat­ulên­cia e odores desagradáveis. A tran­spi­ração exces­si­va é out­ra man­i­fes­tação físi­ca dessa ten­são inte­ri­or. As dores são vari­adas, des­de pic­a­das e facadas até sen­sações de belis­cões e aper­to mus­cu­lar.

    Quan­to às modal­i­dades de alívio, encon­tram con­for­to no con­ta­to com o exte­ri­or, exer­cí­cios físi­cos, cor­ri­da e dança, que per­mitem dis­si­par suave­mente a ener­gia acu­mu­la­da. O tra­bal­ho e a ativi­dade tam­bém são bené­fi­cos, pois aju­dam a gas­tar parte dessa ener­gia. No entan­to, todos os sin­tomas ten­dem a pio­rar durante a noite, quan­do a escuridão e a solidão podem ampli­ficar suas ansiedades e medos.


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