• Vipera torva

    Vipera tor­va – cobra

    Clíni­ca:

    Epis­taxe. Bócio. Hemor­ra­gias. Icterí­cia. Fíga­do, aumen­to de. Neuras­te­nia. Flebite. Senil­i­dade, pre­matu­ra. Lín­gua, inchaço de. Varizes.

    Mente:

    Delírio; e deli­rante; com vômi­to; alter­nan­do com sopor. — Coma, com sede de água. — Per­da de funções men­tais com car­ac­terís­ti­cas desen­hadas.

    Cabeça:

    Ver­ti­gens: com quedas para frente, com san­gra­men­to nasal e ansiedade; com náuse­as e vômi­tos, de modo que des­maiou; com per­da de visão. — Equimoses nas mem­branas do cére­bro, der­rame de soro com sangue nos ven­trícu­los. — Ras­gan­do a cada mudança de cli­ma, com aderên­cia. — Dor de cabeça: com sabur­ra na lín­gua e fal­ta de apetite; com von­tade de sus­pi­rar.

    Olhos:

    Olhos: amare­los escuros; ver­mel­ho, infla­ma­do e agua­do; olhan­do fix­a­m­ente; afun­da­do. — Pupi­las: dilatadas; esquer­da dilata­da, dire­i­ta con­traí­da. — Par­al­isia das pálpe­bras; caiu sobre os olhos. — Visão: fra­ca; tur­va no olho esquer­do, per­di­da na dire­i­ta; per­di­do.

    Nar­iz:

    San­gra­men­to pelo nar­iz; com ver­tigem.

    Face:

    Ros­to: incha­do (e pescoço), com pressão nos olhos; ten­so e ene­gre­ci­do, com gar­gan­ta fecha­da; con­vul­sion­a­do; ver­mel­ho; páli­do e hipocráti­co, com suor frio na tes­ta; cober­to de gotas de suor. — Lábios: azuis; lábios e lín­gua incha­dos, cober­tos de sali­va e páli­dos; lívi­do e saliente. — Queimação áci­da nos lábios, boca e gar­gan­ta.

    Boca:

    Lin­ha escor­búti­ca nas gen­gi­vas. — Sen­sação de inchaço nos dentes (H. W., XXVIII. 25). — Inchaço das glân­du­las sali­vares; de boca; boca e gar­gan­ta, com secu­ra, impos­si­bil­i­tan­do a deg­lu­tição. — Lín­gua: incha­da; e pre­to acas­tan­hado, saliente; para que ele não pudesse falar; com mandíbu­las fechadas e fala difí­cil. — Lín­gua: pre­ta; fulig­i­noso e hál­i­to féti­do; amare­lo, pon­ta ver­mel­ha; bran­co, trê­mu­lo; bran­co no meio, úmi­do nas bor­das, com sede. — Fala: inar­tic­u­la­da; e grosso; per­di­do por fraque­za.

    Gar­gan­ta:

    Inchaço como um bócio. — Fechamen­to da gar­gan­ta para que ela pudesse engolir ape­nas água e leite, depois mor­den­do as fezes, cujo inchaço tornou-se ene­gre­ci­do. — O muco vis­coso adere à faringe.

    Apetite:

    Apetite per­di­do. — Sede: com lín­gua úmi­da, para bebidas geladas.

    Estô­ma­go:

    Náusea: com estremec­i­men­to; com ataque de des­maio. — Náusea; com sen­sação sufo­cante. — Vômi­to: depois do leite; de todos os ali­men­tos e bebidas; com fraque­za; des­maio; tremores e sede; frieza do cor­po; com cóli­ca; com cóli­cas e sede; diar­reia bil­iosa de líqui­do amare­lo amar­go; sub­stân­cias verdes; líqui­do verde; flu­i­do vis­coso esverdea­do. — Dor: no epigástrio; agra­va. Pressão; na região epigástri­ca ou umbil­i­cal. — Inqui­etação no epigástrio. — Digestão lenta.

    Abdó­men:

    Hypochon­dria tense; sore. — Abdomen tense, pres­sure caus­es dis­ten­sion of facial mus­cles. — Swelling with rag­ing pains and spasms even to faint­ness, and after drink­ing milk vom­it­ing of a mass of round worms, then free­dom from worm trou­bles which he had before. — Sud­den flat­u­lent dis­ten­sion, with col­ic, pain in back, and vom­it­ing. — Rum­bling. — Pain in abdomen; in umbil­i­cal region, agg. pres­sure.

    Fezes e anús:

    Diar­réia: fre­quente; bil­ioso. — Féti­do; e pre­to. — Fezes com sangue; em mas­sas de sangue escuro e ofen­si­vo (aparente­mente da lín­gua, que havia sido escar­i­fi­ca­da). — Fezes: abun­dantes; numerosos, com tremores, urgên­cia e sede; invol­un­tário; e fre­quente, mis­tu­ra­do com sangue e muco; e micção invol­un­tária. — Descar­ga de sangue negro e coag­u­la­do; de sangue pouco antes da morte. — Dor e tenes­mo. — Urgên­cia para evac­uar e uri­nar; dese­jo de fezes, com frieza ao toque. — (Após diar­réia, dor esverdea­da e san­guino­len­ta, dor mais vio­len­ta no fíga­do aumen­ta­do, com icterí­cia e febre, dor que se estende do fíga­do ao ombro e desce até o quadril; Vipera ime­di­ata­mente removeu a dor e reduz­iu o fíga­do ao seu taman­ho nor­mal.)

    Órgãos urinários:

    Dese­jo inefi­caz. – Estrangúria. — Micção invol­un­tária. — Uri­na: aumen­ta­da; suprim­i­do; amare­lo escuro, como na icterí­cia.

    Órgãos res­pi­ratórios:

    Asfix­ia. — Disp­neia; com o coração pre­so. — Res­pi­ração ansiosa, como na crupe, ameaçan­do asfix­ia. — A res­pi­ração ces­sou repenti­na­mente, o coração parou, o ros­to ficou lívi­do, etc., a traque­oto­mia foi real­iza­da, o sangue reti­ra­do do braço fluiu escas­sa­mente, esta­va escuro, mis­tu­ra­do com lis­tras bril­hantes.

    Peito:

    Veias do tórax e abdô­men grossas e duras. — Inchaço do peito até o umbi­go após mor­di­da na face. — Ede­ma dos pul­mões antes da morte. — Dor: no lado esquer­do; mais de qua­tro ou cin­co coste­las dire­itas sob pressão. — Opressão, com ansiedade; com esforços vio­len­tos para res­pi­rar e engolir.

    Coração e pul­sação:

    Furan­do no coração; com suor frio e fraque­za. — Dor no coração com des­maio. — Uma dor inten­sa que ras­ga a roupa e des­ma­ia. — Ansiedade ao mes­mo tem­po há qua­tro anos, com dor no pé mor­di­do e par­al­isia do braço dire­ito. — Ação do coração: lenta; fra­co; e nen­hu­ma pul­sação nas artérias radi­al ou caróti­da, mas na crur­al era muito forte. — Pul­so: rápi­do; inter­rompi­do; lento, febril; irreg­u­lar; fra­co. — (Vip. é um remé­dio muito valioso para varizes e para flebite agu­da, a veia está incha­da, delim­i­ta­da por uma área de infla­mação, que é muito sen­sív­el ao toque, mas prin­ci­pal­mente com a sen­sação, ao deixar a per­na pen­dura­da, como se estourasse da plen­i­tude das veias. — Flebite do braço dire­ito, agrava­men­to dos braços pen­dura­dos para baixo.)

    Costas:

    Furan­do nos rins. — Dor nos lom­bos.

    Mem­bros:

    Mem­bros incha­dos e ver­mel­hos. — Man­chas lívi­das no mem­bro mor­di­do todos os anos no momen­to da mor­di­da. — Man­chas amare­ladas, lívi­das e mosqueadas. — Tremen­do. — Dor nos mem­bros: agra­va. tocar; alter­nan­do com dores no abdô­men. — Mem­bros: entor­peci­dos: relax­ados. — (Sen­sação de queimação nos mem­bros em três casos – neuras­te­nia, uma entorse anti­ga e veias vari­cosas.)

    Mem­bros supe­ri­ores:

    Dor: nos ombros; no braço, esten­den­do-se até o peito. — Braço incha­do; ver­mel­ho lívi­do; ver­mel­ho, cober­to de man­chas; doloroso. — Par­al­isia do braço dire­ito recor­rente anos depois, uma mor­di­da no pé. — Inchaço: da mão não mor­di­da; da mão, sem pressão, com dor como se fos­se estourar, com dor ao toque; e rigidez. — Mãos de cor vio­le­ta, cober­tas de flic­tênu­las. — Pele da mão mor­ta e desta­ca­da em grandes pla­cas, teci­dos sub­ja­centes lívi­dos. — Pon­tos nas pon­tas dos dedos após mor­di­da no braço.

    Mem­bros infe­ri­ores:

    Mar­cha arras­ta­da cau­sa­da por par­al­isia. — Movi­men­tos con­vul­sivos. – Cóli­cas. — Fraque­za. — Sen­sação como se algo subisse ao lon­go da coxa (após uma mor­di­da no tornoze­lo). — Ten­são nos joel­hos e tornoze­los. — Joel­hos rígi­dos. — Per­na incha­da, fria e insen­sív­el. — Par­al­isia do pé com mar­cha arras­ta­da. — Par­al­isia, depois úlceras.

    Gen­er­al­i­dades:

    As pes­soas envel­he­cem pre­mat­u­ra­mente; o desen­volvi­men­to das cri­anças é inter­rompi­do. — Sangue alter­ado, com tendên­cia a hemor­ra­gias, per­da de coag­u­la­bil­i­dade; sangue negro. — Sin­tomas per­iódi­cos, retor­nam todos os anos. — Ede­ma per­sis­tente com tendên­cia a úlceras. — Des­maio. — Cam­bale­an­do. – Pros­tração. — Colap­so. — A mor­di­da foi sen­ti­da por todo o cor­po como um raio, ela caiu no chão. — Parte mor­di­da do assen­to de dor vio­len­ta. — O inchaço era imper­cep­tív­el.

    Pele:

    Pele: pál­i­da; amare­la­do; icterí­cia na face e tron­co, com man­chas ver­mel­has nos mem­bros; lívi­do; em man­chas; man­chas pre­tas pete­quiais por todo o cor­po, frias ao toque. — Erupção her­péti­ca, com coceira na feri­da. — Erupção tipo roséo­la na parte inter­na do braço e na parte infe­ri­or do cor­po. – Úlceras. — Bol­has na mor­di­da, estouran­do e deixan­do ulcer­ações, os mús­cu­los estavam expos­tos, eram ver­mel­ho-escuros, sec­os, pare­ci­am carne defu­ma­da, insen­síveis ao toque, a feri­da era ofen­si­va. – Gan­grena. — Raste­jan­do nas solas dos pés, depois tam­bém nas pal­mas das mãos.

    Sono.

    Dis­pos­to a boce­jar. — Sonolên­cia; e peso; com inca­paci­dade de dormir e tam­bém neces­si­dade quase con­stante de mudar de posição. — Insô­nia; da dor. — Noite inqui­eta.

    Febre:

    Calafrio: com suor; com suor frio; com rigidez e suor pega­joso; depois febre. — Tem­per­atu­ra dimin­uí­da, resiste mal ao frio. — Calor: pela man­hã, com sede, inqui­etação e dores mod­er­adas; ao anoite­cer; à noite, com delírio; então tremen­do. — Febre de tipo irreg­u­lar; febre inter­mi­tente. — Queimação: subi­da pelo braço; subindo do cal­can­har à lín­gua; no peito e no abdô­men, com dese­jo de apli­cações frias, emb­o­ra a pele estivesse fria ao toque; de dedos (por esfre­gar um pedaço de pau com o qual uma cobra foi machu­ca­da), com inchaço. — Suor: após vômi­to; depois do chá de camomi­la, suor abun­dante do abdô­men aos pés, exce­to no mem­bro mor­di­do; frio; frio, húmi­do. — Pele seca.


tradutor
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